Tuesday, May 09, 2006

Para cantar no Cortejo (e não só)

Faltam menos de 24 horas para o cortejo académico , aquando a escrita deste texto, e os nervos já se sentem. Têm sido semanas arduas de trabalho, mas conseguem-se já avistar os frutos de tal empenhamento. E para que amanhã tudo corra bem, o Mundo Lego dá o seu contributo, na esperança de que mais uma vez, as vozes dos estudantes se ouçam bem alto pelos confins da cidade do Porto. Para ajudar os estudantes que não foram à praxe durante o ano porque estavam preocupados com coisas menores como gajas e sexo, Riccardo Cortez a pedido do Mundo Lego escreveu-nos uns bonitos versos que poderão ser cantados durante o cortejo e usados para saudar Rui Rio. O vocábulario atinge por vezes um tom provocador , mas que seria da vida estudantil sem esse toque de irreverência?

Resta-me desejar-vos bom cortejo. Aqui fica o poema :


Queimodromo, os poemas soltos 1


Eu fui à Queima
Pra ser fodida
Não consegui
Fiquei cozida

E nem com’a bêbada
Ninguém me lambeu
E a fufa de Belas Artes
A cona não me comeu
________________________

Eu fui à queima
Para pela primeira vez foder
Mas nem o segurança dos Clã
Me quis comer
___________________________

Eu fui á queima
Pra fazer moche
Mas acabei
A fazer um broche

Toda trajada
De pastinha e fita
Capirinha, Shot
Levei na pita
________________________

Eu fui à Queima
Mostrei a meloa
A um taradão
Da Fernando Pessoa
________________________

Eu fui à Queima
Com um rapaz da net
Acabamos a foder
Por trás da barraca da FEP
______________________

Eu fui à queima
Pra ouvir o “ketechupe”
Mas acabei a pinar
Com um caralho da FLUP
____________________________

E foi na queima,
Que eu quis que ele me desse,
No rabo meu querido
Meu amorzinho do FCDEF
______________________________

Foi por trás do CDUP
Que perdi os três
À frente e retaguarda
E mais logo outra vez

Eu fui à queima
Com o meu namorado
Apanhei grande moca
E o rabo alargado



Obrigado Cortez, os mais novos agradecem!

2 comments:

Joaninha said...

Aproveito para deixar aqui umas quadras anónimas de um estudante da nossa Nobre Cidade.

Viva o Amigo Vinho Tinto,
Que cega todas as meninas!
Não reparam que o meu pinto
É pequenino e às pintinhas.

No queimódromo vale tudo,
Quero pitas e pilinhas!
É quase igual ao Entrudo,
Só que com mais cervejinhas.

Este ano uso cartola,
Uso-a com muito carinho.
Tenho ainda uma bengala
Para meter no rabinho!

howard_iz_cule said...

fico à espera da antologia poética do cortez